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Segunda-feira, 22 Dezembro, 2014

Mercantile Bank, do grupo CGD, alvo de OPA hostil

Julho 2011, Transações - Fusões e Aquisições | Serviços e Distribuição
Mercantile Bank, do grupo CGD, alvo de OPA hostil
  • Mercantile Bank é detido em 92% pela CGD
  • Foi alvo de uma OPA considerada hostil por parte do Bidvest
  • Para o ativo líquido consolidado da CGD em 2010, o Mercantile Bank contribuiu com EUR 579m (equivalentes a 0,5%)

O sul-africano Mercantile Bank, detido em 92% pela Caixa Geral de Depósitos, foi alvo de uma tentativa de OPA da totalidade do respetivo capital por parte do Bidvest, uma instituição financeira com sede na África do Sul.

O Bidvest apresentou uma oferta de cerca de 138 milhões de euros (aproxidamente 0,035 euros por ação), o que representa um prémio de 16,6% face à cotação dos títulos do Mercantile Bank na sessão anterior à OPA. A concretizar-se, esta operação permitiria à Caixa Geral de Depósitos um encaixe de 126 milhões de euros.

A oferta só avançaria com o cumprimento de três condições, sendo que a primeira seria um compromisso assinado pela Caixa Geral de Depósitos aceitando a proposta, até ao dia 22 de Julho de 2011.

A Caixa Geral de Depósitos tornou pública, em 6 de julho de 2011, a recusa da proposta, opondo-se à venda das ações do Mercantile Bank.

O Mercantile Bank tem 15 agências na África do Sul e assume-se como um banco de nicho de mercado, orientado para as pequenas e médias empresas, através da oferta de produtos e serviços a este segmento a nível nacional, mantendo o foco na comunidade portuguesa naquele país.

Esta OPA surge numa altura em que a CGD se vê forçada a vender activos para reforçar o rácio core Tier I para 10% até ao final de 2012, tal como previsto no acordo assinado com a Troika (constituída pelo FMI, o Banco Central Europeu e a Comissão Europeia), uma vez que, ao contrário dos outros bancos, terá de ceder a este reforço sem recorrer à linha de capitalização criada pelo Estado.

A alienação de ativos no estrangeiro é uma das possibilidades previstas no memorando de entendimento da Troika. No entanto, antes desta, prevê-se que o banco estatal considere outras, como a venda das suas posições em empresas cotadas ou a alienação da Caixa Seguros.

Nota:
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