TTR In The Press

O Jornal Económico

March 2021

Ano de 2021 começa como acabou o anterior, com crescimento

Valor agregado das operações aumentou mais de 40% em janeiro e fevereiro, superando 4,3 mil milhões de euros, mesmo com um menor número de negócios registados.

A tendência verificada na totalidade do ano passado, de aumento do valor movimentado em fusões e aquisições (M&A - mergers and acquisitions), mas verificando-se uma descida do número de operações, manteve-se nos dois primeiros meses de 2021.

Em janeiro e fevereiro, o valor agregado movimentado aumentou robustos 40,72%, para 4.381 milhões de euros, o que é mais significativo por os dois meses de comparação de 2019 serem os últimos antes da crise pandémica provocada pela Covid-19, que em Portugal se manifestou a partir de março.

No período em análise, o número de operações caiu 22,62%, para 65. Estes dados justificam o otimismo dos intervenientes no mercado português (ver páginas seguintes), que consideram haver condições para uma evolução positiva em 2021, apesar da pandemia e, até, por causa dela. Isto, devido ao crescimento de empresas de sectores específicos, que aproveitaram as oportunidades criadas pela crise, e às dificuldades das empresas dos sectores mais afetados pelas medidas para conter a propagação do vírus e da doença, que poderão ser, ainda, exacerbadas com o final das moratórias para os contratos de crédito bancário.

Nestes dois meses, a maioria das operações registadas (26) respeita à aquisição de ativos, totalizando 2.619 milhões de euros, representando 59% do total, seguindo-se as M&A (25), com um valor agregado de 985 milhões de euros.

O imobiliário continua a ter um papel preponderante, tanto no subsector das aquisições de ativos como no das M&A, da divisão feita pela TTR, registando-se 15 operações no primeiro caso e 16 no segundo. No entanto, nos dois casos estamos a olhar para uma quebra face ao período homólogo.

Negócio da Aquapor destaca-se A operação em destaque este ano, até à data, é a aquisição da Aquapor, companhia gestora de sistemas de água e resíduos, pela francesa Saur, por 200 milhões de euros, de acordo com os dados da TTR.

A Saur, por sua vez, está incorporada no fundo sueco EQT. O negócio foi assessorado pela KPMG e pela VdA – Vieira de Almeida, pela parte da Saur International, enquanto a PLMJ trabalhou com a Aquapor Serviços e a Uría Menéndez - Proença de Carvalho com a DST Ambiente.

A entrada da Aquapor no universo da Saur representa um acréscimo de receita anual da ordem dos 120 milhões de euros para o grupo gaulês, que o deixa mais perto do objetivo de atingir 1,8 mil milhões de euros de vendas já este ano, segundo o presidente-executivo da Saur, Patrick Blethon. A Saur comprou a Aquapor à DST, num movimento negocial que ultrapassou o interesse da Aqualia, do multimilionário mexicano Carlos Slim.

Após a Aqualia ter iniciado negociações com ABB – Alexandre Barbosa Borges e a Notablebalcony, duas empresas que em conjunto com a DST controlavam a Criar Vantagens (sociedade criada em 2008 para gerir 100% da Aquapor), a bracarense DST exerceu o direito de preferência e comprou à ABB e à Notablebalcony a totalidade do veículo que controla a Aquapor, tal como o Jornal Económico noticiou.

A Saur ultrapassou esta disputa e negociou com a DST a compra da Aquapor, empresa que até 2015 era detida pela Águas de Portugal, controlada pelo Estado. A Aquapor controla a gestão de água e saneamento em 26 municípios portugueses, com 1,3 milhões de habitantes. Está também presente em Moçambique, Cabo Verde e Arábia Saudita.

França surge como o principal país de origem do investimento estrangeiro registado pela TTR, com 2.717 milhões de euros alocados, em seis operações, o segundo maior número, a seguir aos Estados Unidos da América (EUA), com sete operações, que movimentaram 471 milhões de euros.


Source: O Jornal Económico - Portugal 


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